COVID-19: Transição de negócios físicos para online levou ao aumento acentuado de domínios

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COVID-19: Transição de negócios físicos para online levou ao aumento acentuado de domínios

 

No início do ano o registo de domínios .pt cresceu acentuadamente. A relação com a COVID-19 é inegável, assim como a ideia de que a pandemia se transformou num acelerador tecnológico. Acima de tudo, o digital é uma tendência que o .PT acredita ter vindo para ficar.

O domínio .pt tem vindo a crescer nos últimos anos, sendo um dos ccTLDs que mais se destaca na Europa. Em 2019 atingiu um novo record com 121.359 domínios registados e os dados da associação .PT para os primeiros meses do ano mostram um ritmo acentuadamente ascendente. Em abril, o crescimento terá rondado os 65%, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, com os números atuais a contabilizarem mais de 1.300.000 registos em .pt.

 

A tendência de crescimento no resto da Europa é idêntica. Num artigo partilhado online, o CENTR indica que, numa amostra de 25 ccTLDs, o número de novos domínios registados em abril deste ano aumentou 20%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

“O facto de muitos negócios, que antes se limitavam à presença física, estarem a transitar para o online tem feito com que o registo de domínios aumente consideravelmente”, refere Luísa Ribeiro Lopes, presidente do .PT.

 

Embora não existam dados agregados, é possível notar uma tendência para o registo de domínios do pequeno comércio “não tão habituado a ter uma presença online, como é o caso do comércio de proximidade, restauração, ginásios, spas, saúde, alimentar, etc”.

 

A situação de emergência e o confinamento acabaram por se revelar um acelerador tecnológico, numa mudança que Luísa Ribeiro Lopes considera ter vindo para ficar. “Acreditamos que a tendência verificada durante este período vai manter-se, uma vez que a presença digital traz vantagens que os empresários, pequenos comerciantes e empresas não vão querer perder. Mesmo quando a presença dos clientes for efetiva, os canais digitais vieram para ficar”.

 

Prioridades transformadas em urgências

 

O aumento das competências digitais dos cidadãos e empresas já era uma prioridade e agora tornou-se uma urgência. “A exclusão digital pode fazer com que tenhamos um país a duas velocidades, o que ninguém quer. Ninguém pode ficar para trás”, defende a responsável.

 

Luísa Ribeiro Lopes considera por isso que programas de desenvolvimento de competências digitais como o que o .PT, juntamente com outras entidades como o INCoDe2030, o MUDA, a ACEPI, a DECO, a FCT, o CDI Portugal, tem vindo a desenvolver têm de se aprofundar “para que todos possamos aceder ao digital”.

 

O .PT também tem vindo a comunicar com aqueles que ainda não têm uma presença online, através de uma campanha no digital. “Sob o mote ‘Abra a porta da sua loja ao mundo em .pt’, a ideia é mostrar-lhes a importância de ter um site/loja online para que continuem a comunicar com os seus clientes e a desenvolver os seus negócios”.

 

Luísa Ribeiro Lopes destaca ainda o lançamento da campanha especial de adesão ao Selo CONFIO, uma iniciativa que envolve também a ACEPI e a DECO e que permite certificar sites confiáveis e seguros. “É uma garantia para os consumidores na aquisição de produtos e serviços através de comércio eletrónico e na utilização da internet em geral”.

 

Até 30 de setembro, o Selo Confio apresenta novas condições para os sites aderentes, nomeadamente isenção do pagamento da taxa de submissão da candidatura, isenção do pagamento da concessão anual do selo até 31 de dezembro de 2020 e simplificação do processo de atribuição do selo.

 

Também o Voucher 3em1 do Comércio Digital é uma oferta do parceiro .PT e permite às PME’s portuguesas, das áreas do comércio e serviços, o registo  de um domínio .pt gratuito por um ano, acesso a caixas de email e ferramentas para construção e alojamento de website.

 

"A transição digital era já uma prioridade mesmo antes da situação de pandemia que vivemos atualmente”, sublinha Luísa Ribeiro Lopes, que acredita que o Plano de Ação para a Transição Digital, recentemente aprovado e publicado pelo Governo Português, com ações em que o .PT está também envolvido, vai ditar, necessariamente, melhores serviços públicos digitais e empresas mais digitais e mais preparadas tecnologicamente, independentemente da área de atuação.

 

Além disso, “e muito importante”, vai contribuir para “cidadãos mais preparados, com mais e melhores competências digitais, sensibilizados para a confiança, segurança, proteção de dados, cidadãos incluídos e mais exigentes, como uma sociedade desenvolvida deve ser capaz de gerar”.

 

 

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